Psicoterapia Corporal
A Psicoterapia Corporal é um ramo da Psicoterapia que reconhece e trabalha com a interligação entre o corpo e as nossas emoções, pensamentos e crenças, ou seja a relação psico (psique) somática (soma= corpo).
É uma abordagem que permite olhar para as emoções que reprimimos durante o nosso desenvolvimento, que ficam registradas na nossa memória celular como uma couraça (armadura) na musculatura profunda do nosso corpo. Estas emoções reprimidas e não vividas, criam defesas psico-corporais que se traduzem em padrões inconscientes de posturas, pensamentos, emoções, ações e relações baseados no medo (mecanismos de defesa), limitando a expressão natural do nosso ser. Ao trabalhar com estas emoções e couraças musculares através de exercícios psico-corporais, respiração e massoterapia num espaço seguro, é possível ganhar consciência desses padrões, libertar estas emoções e restaurar a nossa amplitude expressiva e natural. Este processo tem como intuito resgatar o fluxo energético que possa ter sido estagnado com a repressão das nossas emoções.
Durante o nosso desenvolvimento, desde o momento em que estamos na barriga da nossa mãe que temos vivências que nos influenciam inconscientemente. O nosso corpo é como uma tela onde se vão pintando as nossas experiências, que depois ganha uma forma particular à luz da nossa biografia. É através da informação desta tela (corpo) a que chamamos de leitura corporal, e da sua expressão (movimento) que vamos explorando a nossa biografia, as nossas tendências habituais e automatizadas, e ganhando a oportunidade de transformá-las para algo novo que nos sirva melhor.
Por outras palavras, a forma como caminhamos, a postura das nossas costas, o nosso padrão de respiração, o nosso contacto ocular, a flexibilidade e tônus muscular, onde temos mais e menos energia no corpo, como nos movemos pelo mundo, são alguns exemplos de informação corporal que está relacionada com o que foi e é o nosso sentir. É como um mapa da nossa história expressa no nosso corpo. No espaço seguro da relação terapêutica, de uma nova forma de relacionar, é possível não só explorarmos a nossa história, padrões e o nosso sentir de forma segura, mas também nos permite reconhecer o ‘observador’ em nós, aquele que acompanha tudo aquilo se passa connosco, que não altera, que na verdade é a nossa essência. Isto cria um espaço de liberdade entre o que somos e aquilo que experienciamos, onde as nossas vivências deixam de tomar conta de nós e ganhamos a possibilidade de nos tornarmos criadores de nós mesmos.
“Once we open up to the flow of energy in our body, we can also open up to the flow of energy in the universe” – Reich
